Pular para o conteúdo
Voltar para o blog
O que muda quando o professor sabe o nome do seu filho
Família

O que muda quando o professor sabe o nome do seu filho

Guilherme Barbosa Ferrarezi29/09/20267 min de leituraWhatsApp

Resumo rápido

  • "Atenção individual" só vale alguma coisa quando aparece em três lugares concretos: no ritmo, na correção no momento certo e num retorno que a família consegue usar.
  • Saber o nome é o começo. O que faz diferença é o professor lembrar como cada aluno aprende e onde ele costuma travar.
  • Esse tipo de acompanhamento depende de poucas pessoas por professor, e por isso não cresce junto com o tamanho da turma.
  • Na Santos Tech, os programas infantis têm turmas de até 10 alunos. A aula experimental é o jeito mais simples de ver isso de perto.

Pense numa sala com trinta crianças. Nas primeiras semanas, o professor ainda está ligando nomes a rostos. Quando finalmente consegue chamar todo mundo sem consultar a lista, o bimestre já está no meio. Não há descuido nisso. É aritmética: uma pessoa, muitas crianças e um tempo de aula que não estica.

Numa turma pequena, o nome é resolvido no primeiro dia, e sobra espaço para o que realmente interessa: perceber que um aluno entende melhor quando vê o exemplo funcionando, que outro precisa ler a instrução duas vezes, que um terceiro fica quieto quando trava e só pede ajuda se alguém chegar perto. Na Santos Tech, é esse tipo de conhecimento que o professor vai acumulando sobre cada aluno ao longo das aulas.

"Atenção individual": a frase e o que ela deveria significar

Quase toda escola, de qualquer área, diz oferecer atenção individual. A expressão virou tão comum que perdeu o peso. Para ela voltar a significar alguma coisa, vale traduzi-la em três situações que qualquer pai ou mãe consegue observar.

1. Ritmo que respeita quem está aprendendo

Numa turma, sempre há quem termine a atividade em dez minutos e quem ainda esteja entendendo o enunciado. Quando o professor conhece os alunos, ele não precisa escolher um ritmo único e torcer para dar certo. Quem terminou antes recebe um desafio a mais, em vez de ficar esperando. Quem está mais devagar ganha um passo intermediário, em vez de ser arrastado para a etapa seguinte sem ter entendido a anterior.

2. Correção na hora em que ela ainda ajuda

Em programação, um erro pequeno no começo vira uma confusão grande no fim. Um bloco na ordem errada, uma condição invertida, e o personagem do jogo simplesmente não faz o que deveria. Se o professor só descobre isso no fim da aula, a criança passou quarenta minutos construindo em cima de um problema. Com poucos alunos, ele circula, olha a tela, faz uma pergunta no momento em que o erro ainda é fácil de desfazer. Muitas vezes nem precisa dar a resposta: basta perguntar "o que você esperava que acontecesse aqui?".

3. Retorno que a família consegue usar

"Ele está indo bem" é gentil, mas não diz nada. Um retorno útil é específico: está mais seguro para testar sozinho, ainda desanima quando o projeto não funciona de primeira, se anima quando pode explicar o que fez para os colegas. Esse tipo de observação só existe quando alguém prestou atenção de verdade, aula após aula. E ele serve para a família conversar com a criança sobre o que ela está vivendo, em vez de perguntar apenas "como foi a aula?".

Como isso aparece numa aula comum

Imagine uma situação típica, descrita aqui como exemplo hipotético. Uma turma está montando a primeira fase de um jogo. Uma das crianças sempre levanta a mão logo no início e diz que não entendeu. Em uma sala cheia, a leitura mais provável seria de que ela tem dificuldade com o conteúdo.

Um professor que acompanha essa criança há algumas semanas talvez perceba outra coisa: ela entende, mas tem medo de errar na frente dos outros e prefere confirmar antes de começar. A resposta, então, muda. Em vez de repetir a explicação inteira, ele senta ao lado, pede que ela faça o primeiro passo enquanto ele observa e sai de perto assim que ela ganha confiança. Com o tempo, a mão levantada no começo da aula tende a aparecer menos.

Agora o caso oposto. Outro aluno nunca pede ajuda. Parece autônomo, mas, olhando a tela, o professor nota que ele contorna os problemas em vez de resolvê-los: se o personagem não pula, ele tira o obstáculo da fase. O jogo "funciona", só que o aprendizado ficou pelo caminho. Esse tipo de atalho é invisível para quem só confere se a atividade foi entregue. Fica claro para quem conhece o jeito daquele aluno de lidar com dificuldade.

São intervenções pequenas, e todas dependem da mesma condição: tempo e proximidade para enxergar cada criança separadamente.

Por que isso não cabe numa turma grande

Existe uma tentação de achar que um professor muito dedicado compensa uma sala cheia. Até certo ponto, compensa. Mas a atenção tem limite físico. Se a aula tem uma hora e há trinta alunos, cada um recebe, em média, dois minutos de olhar direto, e isso se ninguém precisar de mais. Com dez alunos, a conta é outra, e o professor consegue passar por todos mais de uma vez na mesma aula.

Há também o efeito da memória. Lembrar que um aluno trava em lógica condicional, que outro gosta de desenhar os próprios personagens, que um terceiro desanimou na semana passada, é informação que se acumula. Com poucos alunos, ela cabe na cabeça de uma pessoa. Com muitos, vira anotação genérica ou se perde.

Por isso os programas infantis da Santos Tech trabalham com turmas de até 10 alunos. Um número maior permitiria atender mais famílias por horário, e seria o caminho mais óbvio para crescer. A escolha foi manter o limite, porque o jeito de ensinar depende dele. No CREATE (8 a 14 anos), cada aluno cria os próprios jogos e avança por níveis. No JR (5 a 9 anos), lógica e sequência são trabalhadas de forma lúdica, sem exigir leitura. Nos dois, o professor precisa enxergar o que cada criança está fazendo.

Turma pequena, sozinha, não garante bom ensino. Ela cria a condição para o trabalho descrito acima, e o resto depende de como o professor usa esse espaço. Isso vale conferir pessoalmente.

O melhor jeito de saber é conhecer o professor

Nenhum texto substitui ver a aula acontecendo. Na aula experimental, gratuita e sem compromisso, seu filho participa de uma atividade real com o professor ao lado. No fim, o professor conversa com a família sobre o que viu, e essa conversa já diz muito: repare se ele fala do seu filho com detalhes ou com frases que serviriam para qualquer criança. Em casa, vale perguntar ao seu filho se ele foi chamado pelo nome, se alguém percebeu quando ele travou e se a ajuda veio como pergunta ou como resposta pronta.

Se sair de lá sentindo que alguém enxergou o seu filho, e não só a turma, você tem uma boa pista.

Perguntas frequentes

Quantos alunos tem cada turma na Santos Tech?

Os programas infantis, CREATE e JR, têm turmas de até 10 alunos. O limite existe para que o professor consiga acompanhar o ritmo e o projeto de cada criança durante a aula.

Turma pequena significa aula particular?

Não. A criança convive com outros alunos, vê o que os colegas estão criando e aprende com isso. A diferença é que o professor consegue passar por todos, várias vezes, ao longo da mesma aula.

Meu filho é tímido. A turma pequena ajuda?

Costuma ajudar, porque a criança tímida tende a ficar invisível em salas cheias. Com poucos alunos, fica mais fácil para o professor perceber quando ela precisa de apoio, mesmo que ela não peça.

Como funciona a aula experimental?

A criança participa de uma atividade real, com o professor por perto observando como ela lida com a proposta. No fim, ele conversa com a família sobre o que percebeu. A aula é gratuita, presencial em Ribeirão Preto e sem compromisso de matrícula.

Quer conhecer quem vai ensinar o seu filho?

Aula experimental gratuita e presencial, em Ribeirão Preto.

Agendar aula experimental

Leia também: Progressão por Níveis e gamificação e Aprender construindo: o projeto pronto diz mais que a nota.

Escrito por

Guilherme Barbosa Ferrarezi

Time Santos Tech

Continue lendo