Excel ainda é a habilidade mais pedida em vaga de emprego?
Em meio a tanta conversa sobre inteligência artificial, automação e as profissões do futuro, uma ferramenta que existe há quase 40 anos continua decidindo quem consegue — ou não — boa parte das vagas de emprego no mundo: a planilha do Excel.
O que os números mostram
Um estudo da Capital One em parceria com a Burning Glass Technologies, que analisou 27 milhões de anúncios de emprego, constatou que 82% das vagas de nível médio — aquelas que não exigem diploma universitário, mas pagam melhor do que cargos de entrada — pedem proficiência em softwares de produtividade, com destaque para planilhas eletrônicas (fonte: GoSkills). Ou seja: dominar o Excel não é um diferencial opcional. Pra muita gente, é um requisito de entrada.
Por que o Excel continua tão pedido
A resposta está na versatilidade. O Excel aparece em processos seletivos de áreas que, à primeira vista, nada têm a ver com tecnologia: financeiro, administrativo, logística, vendas, recursos humanos, educação. Quem organiza uma planilha de controle de estoque, calcula uma folha de pagamento ou monta um relatório de vendas está, na prática, usando a mesma ferramenta — só que aplicada a problemas completamente diferentes.
É essa transversalidade que explica por que o Excel resiste: novas ferramentas de IA surgem toda semana, mas raramente substituem por completo uma habilidade que já está embutida na rotina de quase toda empresa.
O que isso significa pra quem está aprendendo
Pra pais e responsáveis acompanhando a formação dos filhos, o recado é direto: dominar ferramentas como o Excel desde cedo não compete com aprender programação, inteligência artificial ou outras habilidades mais "tecnológicas" — pelo contrário, complementa. Um jovem que sai da escola sabendo organizar dados, montar uma planilha com fórmulas e interpretar um relatório chega ao mercado de trabalho com uma vantagem concreta, independente da área que escolher seguir depois.
É esse o tipo de conexão entre tecnologia e vida real que guia os programas da Santos Tech: ensinar não só o que está na vanguarda, mas também as ferramentas que, na prática, ainda abrem — ou fecham — a porta de uma vaga de emprego.
Escrito por
Guilherme Barbosa Ferrarezi
Time Santos Tech
